REUNIÕES DA ISAF & ORC
NOVEMBRO DE 2004
RELATÓRIO DE VIAGEM
1.0)
REPRESENTANTES
DA FBVM
a)
Abraham
L Rosemberg
(ISAF-
b) Nelson Horn Ilha
(ISAF –
c) Harry
Adler – Conselho da ISAF
2.0)
PERÍODO:
5 A 14 DE NOVEMBRO DE 2004
3.0)
LOCAL:
COPENHAGUE – DINAMARCA (MARRIOT HOTEL)
4.0) PRINCIPAIS
RESOLUÇÕES DO ORC (OFFSHORE RACING
CONGRESS)
4.1) ITC – International Technical
4.1.1) Modelo Aerodinâmico
a) Aerodinâmica no Contravento - o problema da estabilidade na
performance em vento fraco foi abordado com maior ênfase na velocidade do vento
real ao invés de unicamente no ângulo de banda. No novo modelo, em ventos
fracos inferiores a 6 nós, a banda será assumida como zero. Isto aumenta o efeito
do vento aparente e já leva em conta o trabalho dos trimmers que normalmente
compensam a banda alterando o plano vélico. O efeito desta proposta é de
acelerar as velocidades em vento fraco, encorajando os barcos a procurarem
maior estabilidade.
b) Aerodinâmica em Sotavento – será mantido os valores mínimos
default para os spinnakers.
4.1.2) Modelo Hidrodinâmico
a) Arrasto Residual sem banda: introduzido um modelo revidado de resistência
residual para velocidades acima do número de Froude 0.325. Este modelo terá
pouco impacto no contravento e popa mas será relevante em través,
principalmente para barcos mais rápidos.
b) Resistência devido a banda: foi
revisada para levar em conta as diferenças dos barcos de última geração em
relação aos barcos mais convencionais
c) Arrasto Viscoso dos Apêndices: foi decidido reduzir o valor estimado para
resistência para quilhas com razão espessura/corda maiores que 10-12%.
d) Barcos com Lastro Móvel: analisando as regatas onde participaram
barcos com lastro de água e quilhas pivotantes, foi verificado que as
penalizações estavam excessivas. As penalizações foram removidas.
Adicionalmente, lemes de proa e quilhas laterais tiveram suas superfícies
molhadas incluídas nos cálculos de resistência viscosa.
4.1.3) Braço de Endireitamento devido a Tripulação: o cálculo foi
modificado substituindo a boca máxima na região do convés pela boca máxima em
cada baliza. Foi eliminado do VPP a lazeira de 0.3058 m (1 pé) relativa a
posição da tripulação na borda a partir da boca máxima face a maneira real que
as tripulações velejam. Adicionalmente, face a entrada dos Sportboats, será
levada em consideração o uso de trapézios e equipamentos afins (hiking devices)
nestes tipos de barco aumentando-se o braço de momento do peso da tripulação
entre 1.2 m (trapézio) e 0.5 m (hiking devices).
4.1.4) Arrasto devido a Instalação Propulsora:
a) ST4 – será medida até o final mais a ré do
bosso do propulsor, o que representará melhor o arrasto devido ao fluxo de
separação
b) Um valor limite de ST4 será usado para o PIPA,
dependente do comprimento L do barco
4.1.5) Recomendação para incluir os TRANPAC 52 na IMS
Os atuais TRANSPAC´S 52 tem características não totalmente em acordo com
a presente regra IMS. Os seguintes ajustes serão feitos a regra IMS: remoção
das restrições em travadores de adriças ; as acomodações internas serão
revisadas para englobar os Transpac52 com pequenas modificações; e os
Transpac52 não poderão usar suas velas tipo “ Testa Folgada – loose luffed”
quando correndo na IMS.
4.1.6) Bonificação por Idade – AGE ALLOWANCE: proposto um novo
esquema de bonificação que aumenta a bonificação por idade atualmente em vigor.
Esta recomendação foi suspensa temporariamente e esta sendo revisada no ORC.
4.1.7) Ajustes no Raio de Giração: face este assunto fazer parte
de uma revisão geral da resistência em ondas, foi decido manter o esquema atual
que registra uma diferença de barcos de regata com construção em carbono e
reduzir o limite de bonificação gerada pelo status Cruiser-Racer e pela
variável Acomodação de Proa (ACC) de 0.0035 para 0.0, dependente da relação de
área vélica e deslocamento.
4.1.8) Barcos Cruzeiro-Regata: decidiu-se tentar eliminar a
vantagem obtida por barcos mais agressivos na exploração da variável AL
(comprimento de acomodação – accomodation Length). O termo 3.25 BMAX será
substituído por 1.8*(LOA*BMAX)^0.5. Esta
mudança requerá mais volume interno para barcos estreitos. Entretanto, esta
regra será aplicada para barcos construídos a partir de 01Jan05.
4.1.9) Bonificação Dinâmica: foram revisadas as bonificações de
calado efetivo face aos tamanhos de quilhas em barcos Cruzeiros-Regata mais agressivos. Verificou-se em testes que
os tempos para bordo em barcos de quilhas curtas e profundas era praticamente o
mesmo. Foi reduzido o limite para recebimento de crédito face a razão Calado/
4.1.10) Assuntos de Medição e Materiais permitidos:
a) MDL1 – foi modificado o texto da IMS805.9
considerando que os valores de MDL1 em excesso a 2*MDT1 é ignorado para
bonificação de área vélica de arrasto da mastreação e adicionado às cinturas do
grande.
b) Mastros Pivotantes (ORCClub) – eliminado o
arrasto parasita por redução o diâmetro do mastro medido para um valor nominal
mínimo de 0.1 cm cada e adicionar os valores de MDL aos valores de E, HB e das
cinturas do grande.
c) Travas de Adriça: a intenção é remover as
restrições ao uso com a condição que possam ser remotamente operadas do deck
d) Catracas com tambores em Carbono: a intenção é
remover a restrição tendo em vista que não traz vantagens muito grandes em
termos da performance geral
4.1.11) Resumo das modificações do VPP em 2005:
v Novo cálculo do PIPA
v Mudanças no modelo aerodinâmico em vento fraco
v Modificação do arrasto devido a banda
v Alteração do modelo de arrasto residual sem
banda para altos números de Froude
v Modificação do Arrasto Viscoso da quilha
v Modificações do cálculo do braço de
endireitamento devido a tripulação
v Modificação na bonificação por idade (Proposto
mas ainda em análise)
v Mudança na influência do calado devido a quilha
na bonificação dinâmica (DA)
v Mudança no ajuste do raio de giração dos barcos
Cruzeiro-Regata
v Novo cálculo de calado efetivo para barcos com
quilha pivotante
v Consideração dos apêndices de proa no cálculo
do arrasto viscoso para barcos com quilha pivotante
4.1.12) Mudanças nos limites de GPH: Face mudanças no VPP
supracitadas, que modificarão as velocidades previstas dos barcos, é necessário
adequar os limites (bandas) das várias classes para os novos valores de GPH. Em
geral, as classes dos barcos maiores em torno da IMS500, sofrerão um ajuste na
faixa de 5 s/m, os barcos da IMS600, um ajuste na faixa de 7 s/m, e a IMS670 um
ajuste de 5 s/m
5.0) PRINCIPAIS RESOLUÇÕES DA ISAF
5.1) Equipamento Olímpico: Após as acirradas discussões no
|
EVENTO |
EQUIPAMENTO |
|
WINDSURFER MEN |
NEIL PRYDE RS:X |
|
WINDSURFER WOMEN |
NEIL PRYDE RS:X |
|
MULTIHULL OPEN |
TORNADO |
|
KEELBOAT WOMEN |
YNGLING |
|
KEELBOAT MEN |
STAR |
|
DOUBLE-HANDED DINGHY OPEN |
49er |
|
DOUBLE-HANDED DINGHY WOMEN |
470 |
|
DOUBLE-HANDED DINGHY MEN |
470 |
|
SINGLE-HANDED DINGHY WOMEN |
LASER RADIAL |
|
SINGLE-HANDED DINGHY OPEN |
FINN |
|
SINGLE-HANDED DINGHY MEN |
LASER |
A qualificação para os jogos olímpicos de 2008 será feita de maneira que
o 2007 ISAF SAILING WORLD CHAMPIONSHIP sediará 75% da qualificação, os
restantes 25% se fará pelos mundiais das classes em 2008, que devem acontecer antes de Junho de
2008.
As submissões para re-introdução do match racing na olimpíada de
2008 foram desconsideradas, tendo em vista que os eventos de 2008 já estavam
definidos em 2003. É provável que este assunto volte a mesa visando 2012.
O novo
5.2) Oficiais de Regata (Umpires, Juizes, Race Officers,
International Measurers): Foi patente a diretiva da ISAF em aumentar a
participação feminina como oficiais de regata como Umpires, Juizes
Internacionais e Oficiais de Regata Internacionais.
5.3)
-
Class
Rules Sub-
-
Events
-
Match
Racing
-
Offshore
-
Oceanic
Sub
-
Special
Regulations Sub
-
International
Judges Sub-
-
Racing
Rules
-
Regional
Games
-
Women´s
Sailing
-
Youth
and Development
-
ISAF
COUNCIL – HARRY ADLER
Cabe ressaltar que a FBVM vem fazendo um trabalho de base nos últimos
anos através de seus representantes que permitiu atingirmos esta participação
nos comitês para o próximo período.
5.4) Eventos ISAF:
a) confirmado que o Mundial da Juventude de 2007
da ISAF será em San Diego, EUA, e o Mundial de Equipes será em Mumbai, Índia.
Destaca-se o fato de ser o primeiro evento ISAF na Índia.
b) 2007 Mundial da ISAF – aumentou-se a área para
os barcos de quilha e a área útil na Marina. O sistema de qualificação será
concluído na reunião da ISAF em maio de 2005.
c) 2006 ISAF World Sailing Games – 60 nações
confirmadas e todo o equipamento será suprido pelo evento.
d) ISAF Nations Cup – Evento Match Race definido
para acontecer a partir de 2006
e) O Brasil pleiteou organizar o Mundial da
Juventude em 2009. Deverá apresentar seu planejamento na reunião de maio de
2005.
5.5) Regras de Regata a Vela 2005-2008:
a) aprovada modificação na regra fundamental 3
para claramente mostrar a maneira de apelação para o Tribunal de Justiça
Desportiva (Court of Arbitration for Sport). A modificação entra em vigor em
01jan05, junto com as novas regras.
b) As submissões nesta reunião relativas a Bandeira
Preta ( RRS 30.3) e Propulsão (RRS 42) foram deixadas para estudo.
5.6)
5.7) Mudanças de Regras de Classe: das várias aprovadas
ressalta-se para as classes olímpicas a do 49er com a remoção do sistema de
equalização do peso da tripulação e a do Tornado com a adoção do mastro carbono
e dos limites dos materiais para vela.
5.8) Conselho da ISAF: Harry Adler foi indicado e aceito como
representante do Brasil no conselho. O conselho agora tem 8 mulheres como
efetivas sendo 3 vice presidentes.
|
NOME |
GRUPO |
|
Chris ATKINS (GBR) |
A |
|
John CREBBIN (IRL) |
A |
|
Helmut JAKOBOWITZ (AUT) |
B |
|
Dierk THOMSEN (GER) |
B |
|
Kamen FILLYOV (BUL) |
C |
|
Tomasz HOLC (POL) |
C |
|
Jean-Pierre CHAMPION (FRA) |
D |
|
Nazli IMRE (TUR) |
D |
|
Sergio GAIBISSO (ITA) |
D |
|
Gerardo POMBO (ESP) |
E |
|
Henri VAN DER AAT (NED) |
F |
|
Kim ANDERSEN (DEN) |
G |
|
Carin HILDEBRAND (SWE) |
G |
|
Alexander KOTENKOV (RUS) |
H |
|
Sareed HAREB (UAE) |
I |
|
Li QUANHAI (CHN) |
J |
|
Takao OTANI (JPN) |
J |
|
Ajay BALRAM (IND) |
K |
|
David TILLETT (AUS) |
L |
|
Joe BUTTERFIELD (NZL) |
L |
|
Maximo RIVERO KELLY (ARG) |
M |
|
Harry ADLER
(BRA) |
N |
|
Eric TULLA (PUR) |
O |
|
Jane MOON (CAY) |
O |
|
Charley COOK (USA) |
P |
|
Cory SERTL (USA) |
P |
|
David SPRAGUE (CAN) |
P |
|
Ross ROBSON (RSA) |
Q |
|
A ser confirmado |
Rep C.Vela Feminina |
|
A ser confirmado |
Rep. C. Offshore |
|
Jeff MARTIN (GBR) |
Rep. do ICC |
|
|
Presidente |
Vice-Presidente |
|
|
|
|
|
Medical |
Margriet Pannevis (NED) |
Benedict Tan (SIN) |
|
International Regulations |
|
Ignacio de Ros Sopranis (ESP) |
|
Classification |
Anthony Matusch (GBR) |
|
|
Audit |
Joe Butterfield (NZL) |
To be advised |
|
Constitution |
David Lees (GBR) |
Charley Cook (USA) |
|
Equipment |
Dick Batt (GBR) |
Riccardo Simoneschi (ITA) |
|
Class Rules Sub- |
George Tallberg (FIN) |
Bill Abbott (CAN) |
|
Equipment Control Sub- |
Jan Dejmo (SWE) |
Dina Kowalyshyn (USA) |
|
Events |
Bjorn Unger (SWE) |
Totos Theodossiou (CYP) |
|
Sail Rankings Sub- |
Dan Ibsen (DEN) |
Jeff Martin (GBR) |
|
Team Racing Sub- |
Chris Atkins (GBR) |
Jan Krejcirik (CZE) |
|
Youth Championship Sub- |
Fiona Kidd (CAN) |
To be advised |
|
Match
Racing |
Henry Menin (ISV) |
Alan Adler
(BRA) |
|
Offshore |
Philip Tolhurst (GBR) |
Kjell Borking (SWE) |
|
Empirical Hcp. Sub- |
Nils Nordenstrom (NOR) |
Miguel Rosa (ESP) |
|
Oceanic
Sub- |
Abraham
Rosenberg (BRA) |
Jacques Lehn (FRA) |
|
Special Regulations Sub |
|
Patrick Lindqvist (FIN) |
|
Race Officials |
John Doerr (GBR) |
Henri van der Aat (NED) |
|
Int. Measurers Sub- |
David Sprague (CAN) |
Antonio Cardona Espin (ESP) |
|
Int. Judges Sub- |
Jose Hofland-Dominicus (NED) |
Bernard Bonneau (FRA) |
|
Int. Umpires Sub- |
Jan Stage (DEN) |
Alfredo Ricci (ITA) |
|
Race Management Sub- |
Henri van der Aat (NED) |
Rafael Gonzalez (ESP) |
|
Racing Rules |
David Tillett (AUS) |
Bryan Willis (GBR) |
|
Regional Games |
Ajay Balram (IND) |
Dorith Stierler (ISR) |
|
Windsurfing |
Rich Jeffries (USA) |
Jorunn Horgen (NOR) |
|
Women's Sailing |
Adrienne Greenwood (NZL) |
Anna Andreadis (GRE) |
|
Youth and
Development |
Ross Robson (RSA) |
Andrea
Grael (BRA) |
|
Review Board |
Jack Caldwell (USA) |
Bryan Willis (GBR) |
Ao final da conferência foram eleitos os Vice Presidentes e Presidente
da ISAF para o período 2005 a 2008:
|
Göran Petersson |
Presidente |
|
George Andreadis (GRE) |
Vice-Presidente |
|
Fiona Barron (GBR) |
Vice-Presidente |
|
Nucci Novi Ceppellini (ITA) |
Vice-Presidente |
|
David Irish (USA) |
Vice-Presidente |
|
David Kellett (AUS) |
Vice-Presidente |
|
Teresa Lara (VEN) |
Vice-Presidente |
|
Teo Ping Low (SIN) |
Vice-Presidente |
ABRAHAM L. ROSEMBERG / NELSON HORN ILHA / HARRY
ADLER
FEDERAÇÃO BRASILEIRA DE VELA E MOTOR
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE VELEIROS DE OCEANO