FBVM - REUNIÕES DA ISAF & ORC
NOVEMBRO DE 2005 – SINGAPURA RELATÓRIO DE VIAGEM
(ISAF- Conselho, Comitê Offshore, Comitê Oceânico (Chairman), Comitê de Regulamentos Especiais, e ORC-Offshore Racing Congress)
(ISAF – Comitê de Regras)
(ISAF – Comitê de Juizes)
Com vistas a continuar os estudos relativos a estabilidade na performance em ventos fracos, em Agosto-2005 foram testadas na Politécnica de Milano diversas configurações de aluamento para a vela grande combinadas com diferentes graus de superposição da vela de proa (100, 135 e 150%) e diferentes ângulos de banda. Entretanto, o comitê decidiu aprofundar os estudos e não implementar os resultados parciais na revisão do VPP em 2006. A revisão do modelo aerodinâmico ficará postergada para o próximo ano e incluirá um esquema mais realistico relativo ao alívio da vela grande para barcos com superposição da vela de proa (overlaping).
O mesmo raciocínio foi aplicado aos estudos de aluamento da vela grande nos quais foi descartado a correção parcial do cálculo da altura do centro de esforço vélico face a falta da finalização do modelamento matemático.
Foi concluído que o modêlo aerodinâmico presente não tem meios de avaliar de maneira justa estas velas e desta forma as mesmas não poderão ser usadas na IMS. Fica aberta a possibilidade de estudar o caso para ORCClub e em primeira aproximação a área da asa seria somada a área do spi.
O VPP inclui modelagem baseada na série sistemática da Universidade de Delft. Os modelos desta série tem a razão de comprimento em balanço1, i.e. LWL/(LWL+Overhang) em 0.83, enquanto que a flotilha mundial IMS vária entre 0.78 e 1. Quando os barcos com razões de comprimento em balanço diferentes velejam em velocidades mais altas, o número de Froude efetivo2 (Fn) também é diferente do que observado nos testes com os modelos. Desta forma, foi introduzida para velocidades mais altas uma transformação que usa a linha d’água somada ao comprimento em balanço como o comprimento efetivo para a formação de ondas. Isto tem o efeito de diminuir a resistência residual prevista para barcos com comprimentos em balanços maiores que os da série de DELFT comparativamente com os barcos de comprimento em balanço menor que os desta série. Após análise com a Flotilha teste, o ITC decidiu recomendar esta modificação para entrar em vigor no VPP2006.
Atualmente o VPP da IMS não considera o efeito do trim causado pelo velame, a não ser o que já é implicito nos experimentos em tanque. Entretanto, devido ao efeito significativo no comprimento em velejo e na área molhada e também no banco de dados usado nas regressões de resitência residual, foi decido incluí-lo como meta de estudo para implementação do VPP.
Foram estudadas usando programas de CFD3 diversas geometrias de quilhas, i.e., diferentes tipos de pontas e formatos incluíndo bulbos, asas e combinações gerando um novo modelo para quilhas bulbo e asa que prove uma melhor avaliação do calado efetivo. Neste estágio, o ITC sugeriu uma implementação parcial do novo esquema até que sejam verificados potenciais anomalias no banco de cascos (OFFSETS). Um esquema de deteção será implementado no LPP4. A mudança proposta tratará de maneira mais favorável as configurações atuais de quilhas com asa, especialmente em barcos com quilha mais curta.
O ITC, por submissão da Federação Alemã, estudou a possibilidade de penalizar o aumento do peso de tripulação a partir do valor mínimo de tripulação (atualmente o sistema penaliza a partir do valor default, i.e. o meio da faixa estimada para cada barco). Esta tendência atual faz com que os barcos diminuam a estabilidade (retirada de peso da quilha, etc) e consigam sua estabilidade em velejo através de tripulações mais pesadas. Entretanto, o resultados dos testes na flotilha mundial mostraram alguns efeitos indesejados que implicariam em uma vantagem grande para alguns barcos. Desta forma, esta mudança não foi aprovada
1 LWL= comprimento na linha d’água; OVERHANG = comprimento em balanço
2 Fn (NÚMERO DE FROUDE) – é um parâmetro de velocidade adimensional, isto é, a razão das forças inerciais e forças gravitacionais.
3 CFD – Dinâmica dos Fluídos Computacional
4 LPP – Programa da IMS de processamento dos dados de Casco (OFFSETS)
Com relação ao posicionamento do peso da Tripulação e sensibilidades do VPP em relação ao trim de medição que afetam o trim longitudinal do barco, o esquema atual coloca a tripulação mais a vante quando calcula o trim em velejo. O esquema modificado para 2006 representa melhor a trimagem dos barcos atualmente. Após testes, foi decidido passar a posição do peso de tripulação de 15% para 10% de LSM15 a ré do centro longitudinal de empuxo do casco, LCB6.
O ITC concordou em implementar dimensões padrão para os Strut Drive de fábrica, conforme proposto pela Federação Alemã, e em conjunto com o Comitê de Medição.
|
TIPO |
ST1 |
ST2 |
ST3 |
ST4 |
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VOLVO (velho) |
0.048 |
0.170 |
0.170 |
0.098 |
|
VOLVO (novo de julho04) |
0.065 |
0.180 |
0.180 |
0.110 |
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YANMAR SD40 |
0.042 |
0.180 |
0.180 |
0.112 |
|
YANMAR SD50 (de 2005) |
0.050 |
0.180 |
0.180 |
0.112 |
|
BUKH (também com strut Yanmar) |
0.035 |
0.140 |
0.140 |
0.085 |
|
LOMBARDINI (também com strut Volvo) |
0.051 |
0.170 |
0.200 |
0.115 |
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NANNI |
0.048 |
0.170 |
0.170 |
0.098 |
A submissão da Federação Italiana de Vela (FIV) em mediar a bonificação de DATA da Série (SERIES DATE) e DATA da Primeira Medição para Regata (AGEDATE) não foi aceita pelo ITC por implicar em tratamento injusto para um número grande de barcos de série que mantém o desenho original, o que é o caso para classes one-design que correm em flotilhas mais heterogêneas. O ITC concorda que qualquer opção implica em certo grau de injustiça mas considera o esquema atual o menos injusto.
5 LSM1 – comprimento da condição de flutuação velejando sem banda (IMS519) derivado das seções imersas atenuadas em profundidade e ajustadas para os apêndices
6 LCB – Longitudinal Center of Buoyance – Centro de Empuxo Longitudinal (ponto onde teoreticamente se concentram as forças de pressão estáticas e dinâmicas no casco)
A FIV sugeriu modificações nas formulações dos regulamentos IMS 305.2 (Altura Interior), 305.3 (área de teto na parte com Altura Interior integral), 305.4 (área de teto na região de 90% da Altura Interior), 307 (Beliches), 310 (compartimento do vaso sanitário). O ITC resolveu o seguinte:
Apesar das decisões, face aos novos barcos para GRAND PRIX propostos pelo próprio ORC, que não estarão de acordo com a os regulamentos IMS atuais (um dos motivos da submissão da FIV), o ITC aponta que os organizadores de evento podem se valer da IMSREG101,
101. The IMS regulations apply to races designated “IMS” unless specifically
exempted by the sailing instructions. For any event requiring nomination of entries
by National Authorities, the Metric Edition of the IMS Regulations shall govern
compliance.
These regulations cover yachts with an Accommodation Length of 7.0 m and greater.
isto é, liberar os barcos tipo GRAND PRIX com certificado válido, de cumprir com alguns regulamentos da Parte 3 do IMS Regulations quando competindo dentro da flotilha IMS normal.
Após ampla discussão e apesar de reconhecer que seria desejável limitar o peso de lastro interno para barcos da categoria CRUIZEIRO/REGATA (Cruiser-Racer), este controle seria de definir e regular pois existem várias maneiras (algumas caras) de se aumentar artificialmente o lastro com o aumento do peso em alguns elementos do barco. A submissão da FIV foi rejeitada.
A Federação Australiana propos mudança na regra IMS 205.3 que trata do índice de recuperação por equipamentos de lastro de água ou quilha pendular (water ballast / canting keel). Na submissão a IMS205.3 deveria ser modificada para casar com a ISO12217-2 § 6.4.4.
IMS205.3). Ballast-Leeward Recovery Index (BLRI): For a yacht incorporating water ballast or a
canting keel (see Appx. 10), eligibility for entry in IMS races of Special Regulations Categories 0, 1 or 2 may be limited on the basis of Ballast-Leeward Recovery Index (the value of BLRI on the Rating Certificate) ……..
O ITC tem reservas quanto a modificar o BLR1 sem maiores estudos pois a regra ISO não enquadra claramente barcos com apêndices móveis ou lastro variável. Entretanto, foi concordado que os dados de momento endireitador com banda de 90 graus (RA90) para barcos que atendam o apêndice 10 “APPENDIX 10 -- WATER BALLAST & SPECIAL APPENDAGES”
e também a altura do centro de esforço da vela grande e triângulo de proa. Isto proverá informação suficiente para um cálculo independente de outros fatores de estabilidade tais como os requerido pelo apêndice K dos Regulamentos Especiais da ISAF.
Uma regra sobre escantilhões (dimensões) com apoio da Sociedade Classificadora GERMANISHER LLOYD está em desenvolvimento e o ITC sugere que os seguintes pontos sejam abordados:
Uma atualização do software da IMS (LPP e VPP, respectivamente Programa de Processamento de Linhas e Programa de Predição de Velocidades) está em andamento utilizando ambiente de desenvolvimento moderno a fim de permitir que o software da IMS rode em outras plataformas computacionais.
Tendo em vista que as mudanças apontadas para 2006 resultam em pouca variação nas velocidades quando comparadas com a versão do IMS2005, o ITC considera que as autoridades nacionais não terão motivos para modificarem os limites em GPH das diversas classes. Com bases nos testes da flotilha mundial, as mudanças acarretam variações médias entre 1 e 2 segundos por milha.
O Green Book (assim apelidado pela sua capa verde) que cobre o formato dos campeonatos mundiais ou importantes para as regras do ORC será revisto para incluir um conjunto de Instruções de Regata já adequadas para vela offshore.
O Green Book para 2006 definirá para campeonatos o seguinte formato:
Para a nova classe de barcos esportivos (Sportboats) que começou a vigorar em 2004 o Comitê sugeriu manter a categoria 4 dos regulamentos especiais como mínima pois a categoria 5 causo controvérsia internacional fazendo com que os organizadores de evento disponibilizassem nas regatas recursos e pessoal adicionais pois os barcos não possuiam a característica de serem autosuficientes. A categoria 5 poderá ser aceita em lagos e lagoas (inland waters)
O Comitê mostrou seu apoio ao método the TMF Triplo (Triple Number Scoring7) para as categorias IMS600 e IMS670 (como definidas especificamente pelo ORC).
O Comitê mostrou seu suporte à submissão sueca de estimular a formação de equipes com competência em gerenciar eventos das classes ORC para fomentar áreas cujos países estejam iniciando nesta atividade. Indivíduos destes países seriam convidados as compor as equipes com vistas a capacitação
Foram apresentadas as novas classes ORC para regata em estilo de GRANDE PRÊMIO (GRAND PRIX) com os barcos correndo em TEMPO REAL. Uma extensa pesquisa nos últimos 2 anos com mais de 60 escritórios de projetos, diversos estaleiros e fabricantes de velas e mastros, para classes de barcos marinheiros e estremamente competitivos. A intensão é de ter barcos rápidos, modernos, com construção de alta tecnologia e bastante características de desempenho offshore (estabilidade, manobrabilidade, etc). O processo de medição é bastante mais rápido e o barcos precisa se enquadrar em parâmetros específicos. Adicionalmente, o barco pode competir na IMS com tempo corrigido.
7 Triplo number Scoring – método de gerenciamento simplificado baseado em um conjunto de TMFs para BARLA/SOTA e CIRCULAR-RANDOMICO (ver GUIA IMS) em tres faixas de vento (fraco, médio, forte)
Continuam as experiências com as máquinas laser na Europa e USA. Diversos equipamentos foram avaliados (diversos fornecedores em diversos países) e foram produzidos alguns cascos offsets baseados nestas medições. Entrentanto, face ao número de pontos adquirido ser extremamente grande o volume de pós-processamento está muito além do que está associado com as máquinas de medição antigas (americana e alemã). O trabalho de padronização das medições com as máquinas laser prosseguirá a fim de produzir, nesta primeira fase, arquivos totalmente compatíveis com os arquivos de offsets atuais.
A regra IMS402.2.d que trata da condição de medição flutuando (itens a bordo) foi modificada para informar que o máximo de material de segurança a bordo será o necessário para a Categoria 4 dos Regulamentos Especiais
O Comitê está trabalhando em preparar programas para conversão de planos digitalizados em arquivos de OFFSETS
Göran Peterson, comandando pela primeira vez o Conselho da ISAF após sua eleição em Nov2004, discursou sobre a situação geral da Vela apontando os desafios para futuro e defendendo a função da ISAF como provedora da arena para a vela olímpica. O ponto forte do seu discurso foi a mensagem que a Vela Olímpica precisa se adaptar para a televisão, assim como todos os esportes que pretenderem permanecer no status olímpico, e desta forma a importância do Conselho em promover as escolhas corretas para um futuro promissor. Em continuação, o presidente relatou as atividades do Comitê Executivo e o Secretário Geral a situação financeira. Após isto o Conselho aprovou a revisão orçamentária para 2006.
O plano estratégico compõe a visão da ISAF para o futuro da vela mundial e a metodologia para alcançar e desenvolver este futuro. O plano identifica nove objetivos de alto nível com foco em áreas que mostram a direção para o esporte. O crescimento e desenvolvimento da vela deriva de atividades de base lideradas pelas Autoridades Nacionais, Classes e Associações Continentais. Para cada objetivo, áreas focais cruciais para o sucesso foram identificadas e receberão recursos e alta prioridade. As objetivos são os seguintes:
O cronograma para implementação determina que a apresentação das propostas de projeto pelos grupos de projeto ao Comitê Executivo seja feita até Maio de 2006 que terá até Novembro de 2006 para apresentação das propostas ao Conselho.
Após uma série de reuniões com o COI (Comitê Olímpico Internacional) e Olympic Broadcast Services (Serviços de Divulgação Olímpicos – Imprensa) o Comitê Executivo da ISAF propos a submissão que com poucas alterações foi aprovada para modificar a condução das regatas nas olímpiadas. O novo formato prevê o seguinte:
A ISAF trabalhará junto com os organizadores de evento e com as classes olímpicas para que o novo formato seja perfeitamente assimilado. Um programa de treinamento para Julgamento na Água será implementado pelo Comitê de Oficiais de Regata. Adicionalmente, será implementado o conceito de Raia Central, que irá ter cobertura televisiva ao vivo. Nesta Raia os 11 competições finais (Medal Races) irão acontecer. Esta Raia deverá ser perto da praia para oferecer meios de ser apreciada por espectadores em terra e na água e permitir equipamentos de TV em terra que completem a cobertura no mar. A cerimônia de premiação será imediatamente após o final da Medal Race para cada evento.
Quatro novas Autoridades Nacionais foram aceitas na ISAF, sendo o Senegal e Vanuatu como membros integrais, Georgia e Oman como Associados. A FEDERAÇÃO PANAMERICANA DE VELA (PASF) e UNIÃO MEDITERRÂNEA DE VELA foram também aprovada como membro filiado. O Splash e o Access 2.3 foram aceitos como classes internacionais, enquanto o RS:X, Techno 293, RS FEVA, Access 303, Platu 25 e o Swan 45 foram aceitos como classes reconhecidas. A ISAF também autorizou o Campeonato Mundial Offshore de Equipes no Yacht Clube Costa Esmeralda (Italia) e o Campeonato Mundial da IFDS (vela para atletas com restrições). Adicionalmente, recebeu apoio total a proposta do ISAF WORLD CUP e a partir de 2007 haverá uma restruturação do atual circuito de Classes Olímpicas como o propósito de promover um giro mundial na vela como é comum em outros esportes
Os treze comitês fizeram seus relatórios finais sobre 2005 (1º. Janeiro a 31º.Outubro) com o objetivo de atualizar os membros dos conselho nos vários aspectos importantes de cada área. O Comitê de Equipamentos confirmou sua recomendação para o Neil Pride RS:X passar ao status de Classe reconhecida e atualizou os membros do conselho sobre o programa de distribuição deste equipamento. Em relação ao Comitê de Eventos, o ponto de foco foi o desenvolvimento de um evento de alta performance para mulheres e o Comitê de Match Racing discursou sobre a proposta de Match Racing para as Olímpiadas de 2012. Neste ponto, foi notado que existe muito boa vontade dentro do Conselho e no Executivo da ISAF para que isto se torne realidade. No relatório do Comitê Offshore foi dada importância ao uso de sistemas de acompanhamento em tempo real (tracking systems) em eventos tipo Inshore e Offshore como aconteceu no campeonato mundial da Classe Farr 40. O objetivo é ter este tipo de acompanhamento, que é excelente também para os aspectos de Midia e público em geral, já implantado para o campeonato mundial offshore por equipes em 2006. O Comitê de Oficiais de Regata informou sobre o programa de seminários e clínicas levado a cabo neste ano que englobou 20 nações e que o Comitê está pronto para promover os seminários e treinamento necessários para o novo formato olímpico. O Conselho para Recordes a Vela reportou sobre o grande número de recordes que foram quebrados, principalmente em regatas transoceânicas nos últimos 12 a 18 meses. As melhorias na tecnologia de GPS agora permitiu a verificação mais precisa dos tempos e esta tecnologia vai melhorar ainda mais. A Federação Internacional para Vela para Atletas com Restrições também informou sobre o sucesso dos seus programas em 2005. Neste assunto, um relatório mais completo será circulado como anexo.
No Comitê de Match Racing, a principal mudança foi que o campeonato mundial de Matchracing a partir de 2006 não será mais um evento isolado. Foi decidido um esquema mais global, baseado em outros esportes, conhecido como World Tour para decidir o campeão mundial. O Campeonato mundial feminino de 2006 será sediado pelo Royal Danish Yacht Club em Copenhagen, Dinamarca. Para o Comitê de Regras, foi proposta uma modificação a submissão 147-05 que trata do uso dos sistemas de desengate rápido. A obrigatoriedade foi postergada para 2009. Em relação ao Comitê de Eventos, já para os Campeonatos Mundiais da Juventude em 2006, 2007 e 2008, foi confirmada a adoção da Neil Pride RS:X com vela 8.5 m2 para substituir a Mistral e foi decidido adicionar o Sirena SL 16 ao Hobie Cat 16 com balão como elegíveis para Multicasco aberto. Foi também decidido que os Jogos Reginais ganharão grau 3 com a possibilidade de subirem para grau 2 em eventos com muita participação. Ainda, os Lasers masculinos e os Radiais para mulheres serão fornecidos aos atletas para as próximas olimpíadas. O Comitê Oceânico via comitê Offshore propôs a criação de um banco de dados sobre incidentes em regatas oceânicas com fácil acesso para organizadores de eventos, pediu o controle do calendário de eventos oceânicos monitorado pela ISAF a fim de evitar superposição dos principais evento, que a ISAF exerça o direito de apontar os membros do jury para os eventos mais importantes e que seja elaborado um apêndice ao livro de regras (RRS) que seja mais focado na comunidade oceânica e offshore. O Comitê de Regulamentos Especiais, dentre seus vários trabalhos nesta reunião, sugeriu via Comitê Offshore a criação de um grupo de trabalho para regular os aspectos de segurança para embarcações peaquenas em águas abrigadas. Este grupo de trabalho estaria mais bem conduzido pelo próprio Comitê de Equipametos. No Comitê Feminino, dentre os vários trabalhos, destacam-se as recomendações e um desenvolvimento no website de uma área voltada para mulheres com tradução multilingue. Adicionalmente, o Comitê Feminino requer que a ISAF inicie uma pesquisa anual junto às Autoridades Nacionais e Classes para obter os dados estatísticos da participação feminina na raia e na administração e também colete e catalogue o material já publicado sobre a participação feminina a fim de ajudar a promoção do esporte junto às mulheres.
FIM DE RELATÓRIO
A FBVM se fez representar por Berenice Chiarello (Comitê de Vela Paraolimpica/FBVM e CPB) na conferência do YES-ASIA, entre 04 e 06nov05 em Singapura, em paralelo com a ISAF e com o apoio do IFDS (ISAF) e na Conferência da IFDS2005. Os eventos tiveram os seguintes destaques:
1) Como inicair um projeto local de vela adaptada para deficientes
2) Como implantar um projeto nacional de vela adaptada
3) Projetos de iniciação de vela para crianças deficientes nos USA
4) Parceria entre Austrália e Japão para desenvolvimento da vela adaptada no Japão
5) Vela para portadores de deficiencia visual
1) barcos utilizados para ensino da vela adaptada (dingue acess 2.3 e dingue liberty 3.3), barcos que estão sendo avaliados para as próximas paraolimpiadas (Martin 16, Gros 16 e UD 18) e barcos paraolimpicos (2.4mR, Sonar).
2) adaptaçoes para os vários niveis de lesões nos barcos utilizados
3) adaptações e assistência para velejadores portadores de lesões severas (servo-assistence)
4) transferência para o pontão, para o barco, para a cadeira de rodas
5) ações para convite e treinamento de voluntários
A conclusão deste evento é que a visão atual da vela adaptada é ACESSIBILIDADE E OPORTUNIDADE E NÃO INCAPACIDADE (IT'S NOT ABOUT DISABILITY. IT'S ABOUT ACESS, ABILITY AND OPPORTUNITIES!!!!). Há um movimento da IFDS para promover a vela adaptada JUNTO com a vela e não em locais separados, totalmente adaptados apenas para deficientes.
1) eleição de dois vice presidentes para completar a atual diretoria
2) escolha do barco para participar das próximas paraolimpiadas: o barco definido foi o UD 18, barco de 18 pés, para ser velejado por 2 pessoas, sendo uma mulher e um portador de deficiencia severa - de acordo com decisÃo do IPC.
3) o número de vagas e de atletas para as próximas paralimpiadas ficou assim:
- 2.4mr: 14 países (14 atletas)
- U D 18: 12 países (24 atletas)
- Sonar: 14 países (42 atletas)
TOTAL: 3 classes e 80 atletas.
FIM DO ANEXO 1
Membro do Comitê de Regras
FIM DO ANEXO 2