FBVM - REUNIÕES DA ISAF & ORC

NOVEMBRO DE 2005 – SINGAPURA RELATÓRIO DE VIAGEM

1.0) REPRESENTANTES DA FBVM........................................................................................2
2.0) PERÍODO: 2 A 14 DE NOVEMBRO DE 2005..................................................................2
3.0) LOCAL: SINGAPURA – GRAND COPTHORNE HOTEL...............................................2
4.0) PRINCIPAIS RESOLUÇÕES DO ORC (OFFSHORE RACING CONGRESS)...............2
4.1) ITC – INTERNATIONAL TECHNICAL COMMITTEE...............................................2
4.1.1) Modelagem Aerodinâmica........................................................................................2
4.1.2) Modelagem Hidrodinâmica.......................................................................................3
4.1.3) Peso de Tripulação e sua posição..............................................................................3
4.1.4) Dimensões Padrão para rabetas (Strut Drive)............................................................4
4.1.5) Bonificação por Idade................................................................................................4
4.1.6) Requisistos de Interior para categoria REGATA (racing class)................................5
4.1.7) Limite de Lastro Interno............................................................................................5
4.1.8) Requisitos de Estabilidade.........................................................................................5
4.1.9) Escantilhões...............................................................................................................6
4.1.10) LPP / VPP – Atualização de Software.....................................................................6
4.1.11) Sumário de Mudanças no VPP para 2006...............................................................6
4.1.12) Recomendações para limites de GPH para classes..................................................6
4.1.13) Agenda do ITC para 2006.......................................................................................7
4.2) ORC OFFSHORE CLASSES AND EVENTS COMMITTEE........................................7
4.2.1) Revisão do Green Book.............................................................................................7
4.2.2) Novo Formato para Campeonatos.............................................................................7
4.2.3) Sportsboats.................................................................................................................7
4.2.4) Triple Number Scoring..............................................................................................8
4.2.5) Equipes ORC de Gerenciamento de Eventos............................................................8
4.2.6) Classes ORC – GP26, GP33 e GP42.........................................................................8
4.3) MEASUREMENT COMMITTE.....................................................................................9
4.3.1) Máquinas Laser..........................................................................................................9
4.3.2) Regra IMS402.2.d......................................................................................................9
4.3.3) Digitalização de planos visando obtenção de arquivos OFFSET..............................9
5.0) PRINCIPAIS RESOLUÇÕES DA ISAF.............................................................................9
5.1) Visão do Presidente GORÄN PETERSON......................................................................9
5.2) Plano Estratégico da ISAF................................................................................................9
5.3) REGATA OLÍMPICA....................................................................................................11
5.3.1) Formato da Regata Olímpica...................................................................................11
5.3.2) Sistema de Pontuação..............................................................................................11
5.3.3) Gerenciamento da Regata........................................................................................12
5.4) Novos Membros ISAF, novas Classes e Campeonatos Mundiais..................................12
5.5) Relatórios dos Comitês – 1º.Jan a 31º.Out2005.............................................................12
5.5) Principais Recomendações dos Comitês........................................................................13
5.5) Próximas reuniões da ISAF............................................................................................13
ANEXO 1 - VELA PARAOLÍMPICA - YES-ASIA e IFDS 2005...........................................14
ANEXO 2 – Extrato do Relatório de Nelson Ilha......................................................................16

1.0) REPRESENTANTES DA FBVM

a) Abraham L Rosemberg

(ISAF- Conselho, Comitê Offshore, Comitê Oceânico (Chairman), Comitê de Regulamentos Especiais, e ORC-Offshore Racing Congress)

b) Nelson Horn Ilha

(ISAF – Comitê de Regras)

c) Claudio Ermel Ferraz

(ISAF – Comitê de Juizes)

d) Nina Castro (ISAF-Comitê de Vela Feminina)
e) Berenice Chiarello (IFDS- Vela com Restrições)

2.0) PERÍODO: 2 A 14 DE NOVEMBRO DE 2005

3.0) LOCAL: SINGAPURA – GRAND COPTHORNE HOTEL

4.0) PRINCIPAIS RESOLUÇÕES DO ORC (OFFSHORE RACING CONGRESS)

4.1) ITC – INTERNATIONAL TECHNICAL COMMITTEE

4.1.1) Modelagem Aerodinâmica

a) Aerodinâmica em Barlavento – efeitos de superposição e aluamento da vela grande

Com vistas a continuar os estudos relativos a estabilidade na performance em ventos fracos, em Agosto-2005 foram testadas na Politécnica de Milano diversas configurações de aluamento para a vela grande combinadas com diferentes graus de superposição da vela de proa (100, 135 e 150%) e diferentes ângulos de banda. Entretanto, o comitê decidiu aprofundar os estudos e não implementar os resultados parciais na revisão do VPP em 2006. A revisão do modelo aerodinâmico ficará postergada para o próximo ano e incluirá um esquema mais realistico relativo ao alívio da vela grande para barcos com superposição da vela de proa (overlaping).

O mesmo raciocínio foi aplicado aos estudos de aluamento da vela grande nos quais foi descartado a correção parcial do cálculo da altura do centro de esforço vélico face a falta da finalização do modelamento matemático.

b) Spinakers com Asas

Foi concluído que o modêlo aerodinâmico presente não tem meios de avaliar de maneira justa estas velas e desta forma as mesmas não poderão ser usadas na IMS. Fica aberta a possibilidade de estudar o caso para ORCClub e em primeira aproximação a área da asa seria somada a área do spi.

4.1.2) Modelagem Hidrodinâmica

a) Arrasto Residual – correção para partes em balanço

O VPP inclui modelagem baseada na série sistemática da Universidade de Delft. Os modelos desta série tem a razão de comprimento em balanço1, i.e. LWL/(LWL+Overhang) em 0.83, enquanto que a flotilha mundial IMS vária entre 0.78 e 1. Quando os barcos com razões de comprimento em balanço diferentes velejam em velocidades mais altas, o número de Froude efetivo2 (Fn) também é diferente do que observado nos testes com os modelos. Desta forma, foi introduzida para velocidades mais altas uma transformação que usa a linha d’água somada ao comprimento em balanço como o comprimento efetivo para a formação de ondas. Isto tem o efeito de diminuir a resistência residual prevista para barcos com comprimentos em balanços maiores que os da série de DELFT comparativamente com os barcos de comprimento em balanço menor que os desta série. Após análise com a Flotilha teste, o ITC decidiu recomendar esta modificação para entrar em vigor no VPP2006.

b) Efeito do Trim induzido pelas Velas

Atualmente o VPP da IMS não considera o efeito do trim causado pelo velame, a não ser o que já é implicito nos experimentos em tanque. Entretanto, devido ao efeito significativo no comprimento em velejo e na área molhada e também no banco de dados usado nas regressões de resitência residual, foi decido incluí-lo como meta de estudo para implementação do VPP.

c) Influência da ponta dos apêndices no Calado

Foram estudadas usando programas de CFD3 diversas geometrias de quilhas, i.e., diferentes tipos de pontas e formatos incluíndo bulbos, asas e combinações gerando um novo modelo para quilhas bulbo e asa que prove uma melhor avaliação do calado efetivo. Neste estágio, o ITC sugeriu uma implementação parcial do novo esquema até que sejam verificados potenciais anomalias no banco de cascos (OFFSETS). Um esquema de deteção será implementado no LPP4. A mudança proposta tratará de maneira mais favorável as configurações atuais de quilhas com asa, especialmente em barcos com quilha mais curta.

4.1.3) Peso de Tripulação e sua posição

a) Peso de Tripulação

O ITC, por submissão da Federação Alemã, estudou a possibilidade de penalizar o aumento do peso de tripulação a partir do valor mínimo de tripulação (atualmente o sistema penaliza a partir do valor default, i.e. o meio da faixa estimada para cada barco). Esta tendência atual faz com que os barcos diminuam a estabilidade (retirada de peso da quilha, etc) e consigam sua estabilidade em velejo através de tripulações mais pesadas. Entretanto, o resultados dos testes na flotilha mundial mostraram alguns efeitos indesejados que implicariam em uma vantagem grande para alguns barcos. Desta forma, esta mudança não foi aprovada

1 LWL= comprimento na linha d’água; OVERHANG = comprimento em balanço

2 Fn (NÚMERO DE FROUDE) – é um parâmetro de velocidade adimensional, isto é, a razão das forças inerciais e forças gravitacionais.

3 CFD – Dinâmica dos Fluídos Computacional

4 LPP – Programa da IMS de processamento dos dados de Casco (OFFSETS)

b) Posição do Peso de Tripulação

Com relação ao posicionamento do peso da Tripulação e sensibilidades do VPP em relação ao trim de medição que afetam o trim longitudinal do barco, o esquema atual coloca a tripulação mais a vante quando calcula o trim em velejo. O esquema modificado para 2006 representa melhor a trimagem dos barcos atualmente. Após testes, foi decidido passar a posição do peso de tripulação de 15% para 10% de LSM15 a ré do centro longitudinal de empuxo do casco, LCB6.

4.1.4) Dimensões Padrão para rabetas (Strut Drive)

O ITC concordou em implementar dimensões padrão para os Strut Drive de fábrica, conforme proposto pela Federação Alemã, e em conjunto com o Comitê de Medição.

TIPO

ST1

ST2

ST3

ST4

VOLVO (velho)

0.048

0.170

0.170

0.098

VOLVO (novo de julho04)

0.065

0.180

0.180

0.110

YANMAR SD40

0.042

0.180

0.180

0.112

YANMAR SD50 (de 2005)

0.050

0.180

0.180

0.112

BUKH (também com strut Yanmar)

0.035

0.140

0.140

0.085

LOMBARDINI (também com strut Volvo)

0.051

0.170

0.200

0.115

NANNI

0.048

0.170

0.170

0.098

4.1.5) Bonificação por Idade

A submissão da Federação Italiana de Vela (FIV) em mediar a bonificação de DATA da Série (SERIES DATE) e DATA da Primeira Medição para Regata (AGEDATE) não foi aceita pelo ITC por implicar em tratamento injusto para um número grande de barcos de série que mantém o desenho original, o que é o caso para classes one-design que correm em flotilhas mais heterogêneas. O ITC concorda que qualquer opção implica em certo grau de injustiça mas considera o esquema atual o menos injusto.

5 LSM1 – comprimento da condição de flutuação velejando sem banda (IMS519) derivado das seções imersas atenuadas em profundidade e ajustadas para os apêndices

6 LCB – Longitudinal Center of Buoyance – Centro de Empuxo Longitudinal (ponto onde teoreticamente se concentram as forças de pressão estáticas e dinâmicas no casco)

4.1.6) Requisistos de Interior para categoria REGATA (racing class)

A FIV sugeriu modificações nas formulações dos regulamentos IMS 305.2 (Altura Interior), 305.3 (área de teto na parte com Altura Interior integral), 305.4 (área de teto na região de 90% da Altura Interior), 307 (Beliches), 310 (compartimento do vaso sanitário). O ITC resolveu o seguinte:

a) Manter os correntes limites de altura interior tendo em vista que as reduções propostas são consideradas excessivas;
b) Aceitar a submissão relativa ao regulamento 307, isto é, eliminar o requisito de alguns beliches com fundo rígido para barcos com AL maior que 8.5 m, após análise que isto não terá nenhuma implicação na performance;
c) Manter o regulamento 310 como está pois a mudança teria implicações potenciais na performance.

Apesar das decisões, face aos novos barcos para GRAND PRIX propostos pelo próprio ORC, que não estarão de acordo com a os regulamentos IMS atuais (um dos motivos da submissão da FIV), o ITC aponta que os organizadores de evento podem se valer da IMSREG101,

101. The IMS regulations apply to races designated “IMS” unless specifically

exempted by the sailing instructions. For any event requiring nomination of entries

by National Authorities, the Metric Edition of the IMS Regulations shall govern

compliance.

These regulations cover yachts with an Accommodation Length of 7.0 m and greater.

isto é, liberar os barcos tipo GRAND PRIX com certificado válido, de cumprir com alguns regulamentos da Parte 3 do IMS Regulations quando competindo dentro da flotilha IMS normal.

4.1.7) Limite de Lastro Interno

Após ampla discussão e apesar de reconhecer que seria desejável limitar o peso de lastro interno para barcos da categoria CRUIZEIRO/REGATA (Cruiser-Racer), este controle seria de definir e regular pois existem várias maneiras (algumas caras) de se aumentar artificialmente o lastro com o aumento do peso em alguns elementos do barco. A submissão da FIV foi rejeitada.

4.1.8) Requisitos de Estabilidade

A Federação Australiana propos mudança na regra IMS 205.3 que trata do índice de recuperação por equipamentos de lastro de água ou quilha pendular (water ballast / canting keel). Na submissão a IMS205.3 deveria ser modificada para casar com a ISO12217-2 § 6.4.4.

IMS205.3). Ballast-Leeward Recovery Index (BLRI): For a yacht incorporating water ballast or a

canting keel (see Appx. 10), eligibility for entry in IMS races of Special Regulations Categories 0, 1 or 2 may be limited on the basis of Ballast-Leeward Recovery Index (the value of BLRI on the Rating Certificate) ……..

O ITC tem reservas quanto a modificar o BLR1 sem maiores estudos pois a regra ISO não enquadra claramente barcos com apêndices móveis ou lastro variável. Entretanto, foi concordado que os dados de momento endireitador com banda de 90 graus (RA90) para barcos que atendam o apêndice 10 “APPENDIX 10 -- WATER BALLAST & SPECIAL APPENDAGES”

e também a altura do centro de esforço da vela grande e triângulo de proa. Isto proverá informação suficiente para um cálculo independente de outros fatores de estabilidade tais como os requerido pelo apêndice K dos Regulamentos Especiais da ISAF.

4.1.9) Escantilhões

Uma regra sobre escantilhões (dimensões) com apoio da Sociedade Classificadora GERMANISHER LLOYD está em desenvolvimento e o ITC sugere que os seguintes pontos sejam abordados:

Aprovação de planos para projetos de até 30 m em LOA
Uma maneira prática de verificação se a construção está em acordo com os planos
Verificação de procedência de materiais e aprovação de processo construtivo
Adequação das regras da Sociedade Classificadora para uso nas categorias 0 a 4 dos Regulamentos Especiais
Introdução das novas características de Quilha Pendular e Lastro Móvel
Checagem para Organizadores de Evento
Comparação das dimensões com a ISO12215
Custo para os proprietários e reduções em prêmios de seguro

4.1.10) LPP / VPP – Atualização de Software

Uma atualização do software da IMS (LPP e VPP, respectivamente Programa de Processamento de Linhas e Programa de Predição de Velocidades) está em andamento utilizando ambiente de desenvolvimento moderno a fim de permitir que o software da IMS rode em outras plataformas computacionais.

4.1.11) Sumário de Mudanças no VPP para 2006

Novo tratamento das quilhas asa
Modificação da posição longitudinal do peso de tripulação
Correção do Arrasto Residual no comprimento em balanço

4.1.12) Recomendações para limites de GPH para classes

Tendo em vista que as mudanças apontadas para 2006 resultam em pouca variação nas velocidades quando comparadas com a versão do IMS2005, o ITC considera que as autoridades nacionais não terão motivos para modificarem os limites em GPH das diversas classes. Com bases nos testes da flotilha mundial, as mudanças acarretam variações médias entre 1 e 2 segundos por milha.

4.1.13) Agenda do ITC para 2006

Continuação da migração do VPP/LPP
Continuação da pesquisa em comprimentos em balanço e popas
Estudos em Trimagem de Velas e seus efeitos no momento de Trim e Arrasto Residual
Estudos e Implementação de um modelo aerodinâmico revisado
Estudo nas velas CODE ZERO e Paus de Spi longos
Continuação na melhoria no tratamento de bulbos e quilhas asa
Revisão do tratamento de Bolinas

4.2) ORC OFFSHORE CLASSES AND EVENTS COMMITTEE

4.2.1) Revisão do Green Book

O Green Book (assim apelidado pela sua capa verde) que cobre o formato dos campeonatos mundiais ou importantes para as regras do ORC será revisto para incluir um conjunto de Instruções de Regata já adequadas para vela offshore.

4.2.2) Novo Formato para Campeonatos

O Green Book para 2006 definirá para campeonatos o seguinte formato:

Um máximo de 7 regatas inshore e 1 regata offshore com peso 2
Coeficiente 1 para regatas inshore e 1.5 para cada regata offshore (ou parte)
Um discarte nas regatas inshore se todas as 7 regatas inshore forem completadas
Regatas offshore não terão discarte
Um série será válida com no mínimo 4 regatas inshore e uma regata offshore (ou parte)

4.2.3) Sportsboats

Para a nova classe de barcos esportivos (Sportboats) que começou a vigorar em 2004 o Comitê sugeriu manter a categoria 4 dos regulamentos especiais como mínima pois a categoria 5 causo controvérsia internacional fazendo com que os organizadores de evento disponibilizassem nas regatas recursos e pessoal adicionais pois os barcos não possuiam a característica de serem autosuficientes. A categoria 5 poderá ser aceita em lagos e lagoas (inland waters)

4.2.4) Triple Number Scoring

O Comitê mostrou seu apoio ao método the TMF Triplo (Triple Number Scoring7) para as categorias IMS600 e IMS670 (como definidas especificamente pelo ORC).

4.2.5) Equipes ORC de Gerenciamento de Eventos

O Comitê mostrou seu suporte à submissão sueca de estimular a formação de equipes com competência em gerenciar eventos das classes ORC para fomentar áreas cujos países estejam iniciando nesta atividade. Indivíduos destes países seriam convidados as compor as equipes com vistas a capacitação

4.2.6) Classes ORC – GP26, GP33 e GP42

Foram apresentadas as novas classes ORC para regata em estilo de GRANDE PRÊMIO (GRAND PRIX) com os barcos correndo em TEMPO REAL. Uma extensa pesquisa nos últimos 2 anos com mais de 60 escritórios de projetos, diversos estaleiros e fabricantes de velas e mastros, para classes de barcos marinheiros e estremamente competitivos. A intensão é de ter barcos rápidos, modernos, com construção de alta tecnologia e bastante características de desempenho offshore (estabilidade, manobrabilidade, etc). O processo de medição é bastante mais rápido e o barcos precisa se enquadrar em parâmetros específicos. Adicionalmente, o barco pode competir na IMS com tempo corrigido.

7 Triplo number Scoring – método de gerenciamento simplificado baseado em um conjunto de TMFs para BARLA/SOTA e CIRCULAR-RANDOMICO (ver GUIA IMS) em tres faixas de vento (fraco, médio, forte)

4.3) MEASUREMENT COMMITTE

4.3.1) Máquinas Laser

Continuam as experiências com as máquinas laser na Europa e USA. Diversos equipamentos foram avaliados (diversos fornecedores em diversos países) e foram produzidos alguns cascos offsets baseados nestas medições. Entrentanto, face ao número de pontos adquirido ser extremamente grande o volume de pós-processamento está muito além do que está associado com as máquinas de medição antigas (americana e alemã). O trabalho de padronização das medições com as máquinas laser prosseguirá a fim de produzir, nesta primeira fase, arquivos totalmente compatíveis com os arquivos de offsets atuais.

4.3.2) Regra IMS402.2.d

A regra IMS402.2.d que trata da condição de medição flutuando (itens a bordo) foi modificada para informar que o máximo de material de segurança a bordo será o necessário para a Categoria 4 dos Regulamentos Especiais

4.3.3) Digitalização de planos visando obtenção de arquivos OFFSET

O Comitê está trabalhando em preparar programas para conversão de planos digitalizados em arquivos de OFFSETS

5.0) PRINCIPAIS RESOLUÇÕES DA ISAF

5.1) Visão do Presidente GORÄN PETERSON

Göran Peterson, comandando pela primeira vez o Conselho da ISAF após sua eleição em Nov2004, discursou sobre a situação geral da Vela apontando os desafios para futuro e defendendo a função da ISAF como provedora da arena para a vela olímpica. O ponto forte do seu discurso foi a mensagem que a Vela Olímpica precisa se adaptar para a televisão, assim como todos os esportes que pretenderem permanecer no status olímpico, e desta forma a importância do Conselho em promover as escolhas corretas para um futuro promissor. Em continuação, o presidente relatou as atividades do Comitê Executivo e o Secretário Geral a situação financeira. Após isto o Conselho aprovou a revisão orçamentária para 2006.

5.2) Plano Estratégico da ISAF

O plano estratégico compõe a visão da ISAF para o futuro da vela mundial e a metodologia para alcançar e desenvolver este futuro. O plano identifica nove objetivos de alto nível com foco em áreas que mostram a direção para o esporte. O crescimento e desenvolvimento da vela deriva de atividades de base lideradas pelas Autoridades Nacionais, Classes e Associações Continentais. Para cada objetivo, áreas focais cruciais para o sucesso foram identificadas e receberão recursos e alta prioridade. As objetivos são os seguintes:

VELEJADORES (melhorar os serviços para os velejadores) concentrando esforços nos programas anti-doping, saúde e bem estar, promover programas de desenvolvimento para atletas de elite
PARTICIPAÇÃO (promover a vela como um esporte para a vida toda) atraindo novos adeptos, passando uma imagem positiva e usando atletas como heróis para mostrar que a vela é acessível a todos os níveis, encorajando as Autoridades Nacionais e classes a desenvolver uma gama de programas educativos, treinamento, estimulando os velejadores a ficar no esporte, desenvolvendo e atualizando as regras para desmistificá-las como barreiras ao esporte, estimulando a profissão de técnico, e promovendo novas parcerias com entidades filiadas e a industria
IMPRENSA (melhorar a qualidade e a quantidade de cobertura do esporte) com o aumento do suporte para os profissionais e para os organizadores de evento melhorando a comunicação usando equipamentos de alta tecnologia, provendo materiais de marketing e desenvolvendo serviços de informação pró-ativos, e, principalmente, modificando o formato da competição para tornar o esporte mais atraente
OFICIAIS DE REGATA (aumentar o número, melhorar o padrão e a disponibilidade) aumentando os canais de comunicação com a ISAF, implementando um programa de recrutamento para aumentar a base, dando importância a função dos oficiais de regata e desenvolvendo programas de capacitação para todos os níveis de competição
GOVERNO DO ESPORTE (assegurar um efetivo e eficiente governo do esporte) revisando a estrutura da ISAF (conselho, comitês, comissões, grupos de trabalho, processo decisório), apoiando iniciativas de trabalho junto às autoridades nacionais, classes e associações continentais a fim de melhorar o padrão, a consistência e a administração mundial, revisando as regras e regulamentos para atender melhor as necessidades do esporte, aplicando gerenciamento de risco contínuo, prosseguindo com a melhoria da equipe de secretariado da ISAF
ACESSIBILIDADE E EQUIPAMENTO (promover a acessibilidade e disponibilidade de equipamento) reduzindo barreiras a participação criadas por novos equipamentos e modificações, escolhendo equipamento que seja acessível, popular e que ofereça o melhor custo benefício, revisando e simplificando o procedimento de medição, promovendo a certificação de fábrica, padronizando regras de classe, promovendo a unificação dos procedimentos de medição das regras de rating para veleiros offshore a fim de possibilitar regatas em diversos sistemas de rating, promovendo a vela offshore de cruzeiro e a fabricação de barcos cruzeiro-regata com status ISAF, monitorando desenvolvimentos feitos pela IMO (International Maritime Organization)
EVENTOS (melhorar a qualidade e o apelo dos eventos de vela) consolidando a vela como esporte olímpico, desenvolvendo estratégia para os eventos ISAF para maximizar a sua importância e sucesso com um novo formato para o RANKING ISAF, desenvolvendo um calendário mundial de eventos e alocando títulos mundiais, promovendo a vela nos jogos regionais, melhorando a qualidade no gerenciamento de eventos através de material para uso como guia, treinamento e monitoração
FINANÇAS (assegurar a viabilidade financeira a longo prazo) aplicando procedimentos de gerenciamento financeiro que efetivamente aloquem fundos mas mantenham uma reserva operacional, aumentando a receita pela exploração comercial do capital intelectual da ISAF e efetiva implementação de uma estrutura de cobranças, desenvolvendo uma estratégia de marketing para maximizar o valor comercial da vela competitiva, atrair e manter patrocinadores e desenvolver mercados, fixando a marca ISAF em todas as áreas de atividade
MEIO AMBIENTE (respeitar e salvaguardar o nosso meio ambiente) desenvolvendo programas de meio ambiente para o esporte, eventos e apoiadores, apoiando locais sede de eventos ISAF e OLÍMPICOS com programas de desenvolvimento sustentável, divulgando o esporte da vela como atento ao meio ambiente

O cronograma para implementação determina que a apresentação das propostas de projeto pelos grupos de projeto ao Comitê Executivo seja feita até Maio de 2006 que terá até Novembro de 2006 para apresentação das propostas ao Conselho.

5.3) REGATA OLÍMPICA

Após uma série de reuniões com o COI (Comitê Olímpico Internacional) e Olympic Broadcast Services (Serviços de Divulgação Olímpicos – Imprensa) o Comitê Executivo da ISAF propos a submissão que com poucas alterações foi aprovada para modificar a condução das regatas nas olímpiadas. O novo formato prevê o seguinte:

5.3.1) Formato da Regata Olímpica

Série de 11 regatas (16 para a classe 49). A última regata (chamada agora de Regata da Medalha, MEDAL RACE) será marcada para o dia designado para cerimônia de premiação, mesmo que o cronograma completo não tenha ainda sido cumprido
Os barcos nas 10 melhores colocações vão para MEDAL RACE, sendo que todos estes barcos deverão completar a MEDAL RACE
Julgamento na água será usado na MEDAL RACE
Este formato será usado em todos os eventos teste e na olímpiada de 2008 para todas as classes

5.3.2) Sistema de Pontuação

Haverá um descarte para a série mas a Medal Race não será descartada
Competidores levarão suas pontuações (total de pontos depois do descarte) para a Medal Race
Pontuações na Medal Race serão dobradas (2 pontos para o primeiro, 4 para o segundo, etc) e adicionadas aos pontos de cada competidor
Qualquer empate depois da Medal Race será decidido em favor do barco com melhor colocação na Medal Race
Se a Medal Race não for completada, as medalhas serão baseadas na pontuação obtida antes desta

5.3.3) Gerenciamento da Regata

A ISAF terá a responsabilidade pelas decisões sobre as condições para regata

A ISAF trabalhará junto com os organizadores de evento e com as classes olímpicas para que o novo formato seja perfeitamente assimilado. Um programa de treinamento para Julgamento na Água será implementado pelo Comitê de Oficiais de Regata. Adicionalmente, será implementado o conceito de Raia Central, que irá ter cobertura televisiva ao vivo. Nesta Raia os 11 competições finais (Medal Races) irão acontecer. Esta Raia deverá ser perto da praia para oferecer meios de ser apreciada por espectadores em terra e na água e permitir equipamentos de TV em terra que completem a cobertura no mar. A cerimônia de premiação será imediatamente após o final da Medal Race para cada evento.

5.4) Novos Membros ISAF, novas Classes e Campeonatos Mundiais

Quatro novas Autoridades Nacionais foram aceitas na ISAF, sendo o Senegal e Vanuatu como membros integrais, Georgia e Oman como Associados. A FEDERAÇÃO PANAMERICANA DE VELA (PASF) e UNIÃO MEDITERRÂNEA DE VELA foram também aprovada como membro filiado. O Splash e o Access 2.3 foram aceitos como classes internacionais, enquanto o RS:X, Techno 293, RS FEVA, Access 303, Platu 25 e o Swan 45 foram aceitos como classes reconhecidas. A ISAF também autorizou o Campeonato Mundial Offshore de Equipes no Yacht Clube Costa Esmeralda (Italia) e o Campeonato Mundial da IFDS (vela para atletas com restrições). Adicionalmente, recebeu apoio total a proposta do ISAF WORLD CUP e a partir de 2007 haverá uma restruturação do atual circuito de Classes Olímpicas como o propósito de promover um giro mundial na vela como é comum em outros esportes

5.5) Relatórios dos Comitês – 1º.Jan a 31º.Out2005

Os treze comitês fizeram seus relatórios finais sobre 2005 (1º. Janeiro a 31º.Outubro) com o objetivo de atualizar os membros dos conselho nos vários aspectos importantes de cada área. O Comitê de Equipamentos confirmou sua recomendação para o Neil Pride RS:X passar ao status de Classe reconhecida e atualizou os membros do conselho sobre o programa de distribuição deste equipamento. Em relação ao Comitê de Eventos, o ponto de foco foi o desenvolvimento de um evento de alta performance para mulheres e o Comitê de Match Racing discursou sobre a proposta de Match Racing para as Olímpiadas de 2012. Neste ponto, foi notado que existe muito boa vontade dentro do Conselho e no Executivo da ISAF para que isto se torne realidade. No relatório do Comitê Offshore foi dada importância ao uso de sistemas de acompanhamento em tempo real (tracking systems) em eventos tipo Inshore e Offshore como aconteceu no campeonato mundial da Classe Farr 40. O objetivo é ter este tipo de acompanhamento, que é excelente também para os aspectos de Midia e público em geral, já implantado para o campeonato mundial offshore por equipes em 2006. O Comitê de Oficiais de Regata informou sobre o programa de seminários e clínicas levado a cabo neste ano que englobou 20 nações e que o Comitê está pronto para promover os seminários e treinamento necessários para o novo formato olímpico. O Conselho para Recordes a Vela reportou sobre o grande número de recordes que foram quebrados, principalmente em regatas transoceânicas nos últimos 12 a 18 meses. As melhorias na tecnologia de GPS agora permitiu a verificação mais precisa dos tempos e esta tecnologia vai melhorar ainda mais. A Federação Internacional para Vela para Atletas com Restrições também informou sobre o sucesso dos seus programas em 2005. Neste assunto, um relatório mais completo será circulado como anexo.

5.5) Principais Recomendações dos Comitês

No Comitê de Match Racing, a principal mudança foi que o campeonato mundial de Matchracing a partir de 2006 não será mais um evento isolado. Foi decidido um esquema mais global, baseado em outros esportes, conhecido como World Tour para decidir o campeão mundial. O Campeonato mundial feminino de 2006 será sediado pelo Royal Danish Yacht Club em Copenhagen, Dinamarca. Para o Comitê de Regras, foi proposta uma modificação a submissão 147-05 que trata do uso dos sistemas de desengate rápido. A obrigatoriedade foi postergada para 2009. Em relação ao Comitê de Eventos, já para os Campeonatos Mundiais da Juventude em 2006, 2007 e 2008, foi confirmada a adoção da Neil Pride RS:X com vela 8.5 m2 para substituir a Mistral e foi decidido adicionar o Sirena SL 16 ao Hobie Cat 16 com balão como elegíveis para Multicasco aberto. Foi também decidido que os Jogos Reginais ganharão grau 3 com a possibilidade de subirem para grau 2 em eventos com muita participação. Ainda, os Lasers masculinos e os Radiais para mulheres serão fornecidos aos atletas para as próximas olimpíadas. O Comitê Oceânico via comitê Offshore propôs a criação de um banco de dados sobre incidentes em regatas oceânicas com fácil acesso para organizadores de eventos, pediu o controle do calendário de eventos oceânicos monitorado pela ISAF a fim de evitar superposição dos principais evento, que a ISAF exerça o direito de apontar os membros do jury para os eventos mais importantes e que seja elaborado um apêndice ao livro de regras (RRS) que seja mais focado na comunidade oceânica e offshore. O Comitê de Regulamentos Especiais, dentre seus vários trabalhos nesta reunião, sugeriu via Comitê Offshore a criação de um grupo de trabalho para regular os aspectos de segurança para embarcações peaquenas em águas abrigadas. Este grupo de trabalho estaria mais bem conduzido pelo próprio Comitê de Equipametos. No Comitê Feminino, dentre os vários trabalhos, destacam-se as recomendações e um desenvolvimento no website de uma área voltada para mulheres com tradução multilingue. Adicionalmente, o Comitê Feminino requer que a ISAF inicie uma pesquisa anual junto às Autoridades Nacionais e Classes para obter os dados estatísticos da participação feminina na raia e na administração e também colete e catalogue o material já publicado sobre a participação feminina a fim de ajudar a promoção do esporte junto às mulheres.

5.5) Próximas reuniões da ISAF

ISAF Mid-Year Meeting Berlin, Germany – 5-7 May 2006
ISAF Annual Conference Helsinki, Finland – 2-12 November 2006

FIM DE RELATÓRIO

ANEXO 1 - VELA PARAOLÍMPICA - YES-ASIA e IFDS 2005

A FBVM se fez representar por Berenice Chiarello (Comitê de Vela Paraolimpica/FBVM e CPB) na conferência do YES-ASIA, entre 04 e 06nov05 em Singapura, em paralelo com a ISAF e com o apoio do IFDS (ISAF) e na Conferência da IFDS2005. Os eventos tiveram os seguintes destaques:

Participação nos Seminários sobre projetos e ações a serem desenvolvidas no Brasil:

1) Como inicair um projeto local de vela adaptada para deficientes

2) Como implantar um projeto nacional de vela adaptada

3) Projetos de iniciação de vela para crianças deficientes nos USA

4) Parceria entre Austrália e Japão para desenvolvimento da vela adaptada no Japão

5) Vela para portadores de deficiencia visual

Participação em seminários práticos sobre barcos e equipamentos:

1) barcos utilizados para ensino da vela adaptada (dingue acess 2.3 e dingue liberty 3.3), barcos que estão sendo avaliados para as próximas paraolimpiadas (Martin 16, Gros 16 e UD 18) e barcos paraolimpicos (2.4mR, Sonar).

2) adaptaçoes para os vários niveis de lesões nos barcos utilizados

3) adaptações e assistência para velejadores portadores de lesões severas (servo-assistence)

4) transferência para o pontão, para o barco, para a cadeira de rodas

5) ações para convite e treinamento de voluntários

Participação no Seminário teórico-prático sobre classificação funcional dos atletas.

Reunião com Mr. Serge Jorgensen - presidente da IFDS e Mr. Ian Harrinson - vice presidente IFDS - atualização sobre as ações no Brasil e sobre as ações que a IFDS pode fazer para facilitar o desenvolvimento da Vela paraolimpica no Brasil. Mr. Serge fez contato com a organização do Mundial de IFDS em Perth (16-26/jan/2006, Austrália) para facilitar o aluguel de dois barcos 2.4 para a equipe do Brasil. Também nos foi oferecido pelo presidente da IFDS o empréstimo de velas oficiais para a equipe brasileira pela equipe americana - favorecendo assim, a participação do Brasil neste evento.

Reunião com Mr. Danny McCoy, chairman da classe 2.4mR: orientações sobre a participação no Mundial de 2.4mR em jan/2006; informações sobre os construtores dos barcos 2.4; orientações sobre a organização de programas de iniciação de vela adaptada.

Reunião com Ms.Jackie Key/IFDS, responsável pelos contaros da IFDS com os organizadores dos Jogos Pan Americanos no Brasil - há um grande interesse em que a vela adaptada possa participar desta competição - para tal, vamos retomar os contatos entre os organizadores dos jogos no Brasil e a IFDS.

Reunião com Mr. Gustaf Fresk, Coordenador Técnico da IFDS: foi apresentado o projeto de construção do barco brasileiro de 19 pés, para 3 velejadores (Projeto financiado pela FINEP/gov. Federal, realizado pela Eng.Naval da Universidade de São Paulo em associação com o Comitê de Vela Paraolimpica Renato Valentim FBVM/Comitê Paraolimpico Brasileiro). O projeto do barco foi considerado muito interessante e foi solicitado o envio de mais infromações para que esta coordenação técnica possa acompanhar o desenvolvimento do barco. Este coordenador nos deu as orientações para a compra de um barco Sonar utiliado nas Paraolimpiadas de Atenas, pela equipe da Suécia.

Reunião com Ms. Anne Allen (USA) médica responsável pela Classificação Funcional na Vela Paraolimpica junto ao IPC (Comitê Paraolimpico Internacional). Foi feito o convite para fazer o Seminário de Classificação Funcional em Perth (jan 2006 ) (último evento para formar classificadores antes da próxima paraolimpiada) devido a necessidade de formar um classificador internacional na América do Sul e por preencher os critérios: ser fisioterapeuta,e ter experiência como velejadora ( e já estar realizando a classificação funcional informalmente nos atletas da equipe do Brasil).

A conclusão deste evento é que a visão atual da vela adaptada é ACESSIBILIDADE E OPORTUNIDADE E NÃO INCAPACIDADE (IT'S NOT ABOUT DISABILITY. IT'S ABOUT ACESS, ABILITY AND OPPORTUNITIES!!!!). Há um movimento da IFDS para promover a vela adaptada JUNTO com a vela e não em locais separados, totalmente adaptados apenas para deficientes.

IFDS CONFERENCE 2005 - Reunião com representantes de 15 dos 26 países filiados da IFDS.sil participou com um delegado, sra Nina Castro e as seguintes decisões foram tomadas:

1) eleição de dois vice presidentes para completar a atual diretoria

2) escolha do barco para participar das próximas paraolimpiadas: o barco definido foi o UD 18, barco de 18 pés, para ser velejado por 2 pessoas, sendo uma mulher e um portador de deficiencia severa - de acordo com decisÃo do IPC.

3) o número de vagas e de atletas para as próximas paralimpiadas ficou assim:

- 2.4mr: 14 países (14 atletas)

- U D 18: 12 países (24 atletas)

- Sonar: 14 países (42 atletas)

TOTAL: 3 classes e 80 atletas.

FIM DO ANEXO 1

ANEXO 2 – Extrato do Relatório de Nelson Ilha

Membro do Comitê de Regras

Primeiramente tive uma reunião com a direção da Federação Ibero-Americana de vela em Madrid com objetivo de estabelecer um convênio na formação de árbitros e juizes internacionais de vela. O convênio estabelece priorizar convites a juízes de Portugal ou Espanha para eventos na América do Sul, assim como convites a juizes da América do Sul em pelo menos um evento por ano nestes países. O objetivo do convênio é treinar e capacitar nossos juizes para os Jogos Pan Americanos de 2007.

Em Cingapura apresentamos o case “Match Race Brasil” ao presidente do Comitê de Match Race da ISAF, evento que já ganhou notoriedade mundial. Solicitamos prorrogação da data da Clínica de Match Race no Brasil para data e local a ser definido com instrutor e FBVM.
Foi apresentada Sra. Berenice Chiarello como candidata a avaliadora e juíza reconhecida pela ISAF para atuar nas regatas de velejadores menos capacitados.
Foram renovados como Juiz Internacional: Eduardo Porto, Peter Siemsen e Henri Rossolin, além dos argentinos Carlos Dihel e Juan Alberto Zuccoli e do Equatoriano Xavier Roca..
Foi apontada como Oficial de Regatas Internacional: Ann Viebig
Foi apontado como Umpire Internacional: Nelson Horn Ilha
Iniciou-se um trabalho para formar pelo menos 4 medidores Internacional reconhecidos pela ISAF.
As seguintes decisões foram tomadas pelo Conselho da ISAF, depois de avaliar as recomendações dos Comitês:
1. A Federação Pan Americana de Vela e a União Mediterrânea de Vela foram finalmente reconhecidas como membros afiliados da ISAF.
2. Foi rejeitado pedido da Federação Mexicana de Vela de passar para o Grupo P (Norte América).
3. Foi retirada a submissão de trocar o tope do mastro do laser radial para fibra de carbono.
4. Foi rejeitado o pedido de incluir o Kite Surf nos regulamentos da ISAF, mas a ISAF seguirá observando.
5. O pedido da Funboard de incluir regatas de slalom no Formato Olímpico foi postergado.
6. O Conselho decidiu não exercer seu direito de escolher 40% dos equipamentos olímpicos para 2012.
7. Os Lasers masculinos e os Radiais para mulheres serão fornecidos aos atletas para as próximas olimpíadas.
8. Para os Jogos da Juventude de 2006 e 2007, foi decidido adicionar o Sirena SL 16 ao Hobie Cat 16 com balão como elegíveis para Multicasco aberto, e para substituir a Niel Pryde RS:X com vela 8.5 pela Mistral para Windsurf masculino e feminino.
9. Mudança no formato olímpico: A razão para tal mudança se baseia no fato que o Comitê Olímpico Internacional julga que dentre os esportes olímpicos a vela é a que desperta menor interesse de publico e mídia. Por isso urge que a vela faça algumas modificações no sentido de se tornar mais atraente. Inicialmente foram introduzidas classes mais radicais como o 49er e o Tronado com balão. A mudança da prancha à vela segue esta mesma tendência. Agora chegou a vez de mexer no formato, mantendo o evento quente até as finais. Antes com o numero exagerado de descartes, era possível ter o vencedor até dois dias antes da última regata, o que do ponto de vista da mídia e de público não é interessante. O formato aprovado prevê que a medalha será disputada entre os dez primeiros lugares em uma regata, porém contando os pontos da série toda. Uma série de 11 regatas para todas as classes, exceto para a classe 49er que serão 16 regatas. Uma regata chamada Regata da Medalha será marcada de acordo com as datas das cerimônias de entrega de Medalhas de cada classe, mesmo que o numero total de regatas programadas não tenham acontecido. Os 10 melhores colocados avançam para as finais (Regata da Medalha). Será usado o sistema de arbitragem na água na Regata da Medalha. O sistema será testado por todas as classes a partir do ano de 2006 em todos os eventos testes e usado por todas as classes nas Olimpíadas de 2008. Pontuação: Cada participante poderá descartar seu pior resultado na série, porém a Regata da Medalha não pode ser descartada. Os competidores levarão o total de seus pontos depois do descarte para o resultado final e serão somados aos pontos obtidos na Regata da Medalha. A pontuação da Regata da Medalha conta dobrado, por exemplo o primeiro ganha dois pontos o segundo 4 pontos, terceiro 6 pontos e assim por diante. Se houver empate depois da Regata da Medalha, este será quebrado em favor do barco que terminar melhor na Regata da Medalha. Se por alguma razão a Regata da Medalha não puder ser terminada, as medalhas serão outorgadas baseadas na série realizada com o descarte, se houver, ou seja do jeito como foi até então. A ISAF tem a responsabilidade de avaliar se há ou não condições de realizar as regatas dos Jogos Olímpicos.

FIM DO ANEXO 2