Desde 1955
Associação Brasileira de Veleiros de Oceano
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BRA-RGS

A BRA-RGS utiliza uma fórmula desenvolvida para estabelecer ratings, através de um sistema simplificado de medição, para atender aos veleiros cabinados, primordialmente destinados a cruzeiro e lazer, mas que adicionalmente desejam participar de regatas. O rating desta forma estabelecido, combinado a um sistema de compensação (TMFAA) permite que vários tipos diferentes de veleiros cabinados concorram juntos.

História

Com a ajuda do velejador Guilherme Hernandez, primeiro presidente da RGS, foi possível resgate da história desta regra:

A RGS (Regra Geral Simplificada) foi criada na década de 90 por velejadores que possuíam veleiros cruzeiro, cujos barcos não se encaixavam na recém lançada classe IMS.

Inicialmente, os velejadores gaúchos Boris Ostergren e Nelson Horn Ilha trouxeram ao Brasil a adaptação de uma fórmula Argentina, que se baseava apenas em área vélica e linha d’água para o cálculo do rating, porém esta regra não foi implementada.

Em uma ida a Porto Alegre do profissional da vela Winston Guy (Ilha Saling), ano de 1992/3 tomou conhecimento da existência da Regra RGS, e fez a divulgação dela na área do Estado de São Paulo.

Ao final de 1993 houve um racha muito grande dos velejadores de veleiros de cruzeiro de Sao Paulo, que participavam da Classe IMS, e resolveram deixar a classe IMS, e encontraram na Regra RGS a base para montar a APV-RGS (Associação Paulista de Vela da Classe RGS), e ela foi fundada dando como endereço as instalações náuticas do Clube Internacional de Regatas – CIR em Santos.

Entre a Regra RGS recebida e a implantada foram feitas modificações, principalmente no conceito de não aceitar barcos de regata(espartanos sem comodidade a bordo), somente barcos de cruzeiro.

A partir de abril de 1994 começou o Campeonato Paulista organizado pela Fevesp contemplando as Classes IMS e RGS, que naquela época era dividida em 4 etapas – Ilhabela – Ubatuba – Santos/CIR – Santos/ICS.

O primeiro grande teste foi na Semana de Vela de Ilhabela de 1994, pois vieram barcos do Rio de Janeiro, e numa correria bem grande os barcos do RJ foram medidos na classe da APV-RGS ex Kauna IV do saudoso Comandante José Carlos da Cunha Vaz. A Semana de Vela de Ilhabela de 1994 foi o ponto inicial da Regra RGS começar a ser disseminada para fora do Estado de Sao Paulo.

Naquela época eu trabalhava no Porto de Santos, e viajava a serviço a Brasilia, e para localidades portuárias tais como Recife, Salvador, Paranaguá, etc. E nas cidade que tinha flotilha de barcos de cruzeiro fazia contato com os velejadores. Tanto que fiz apresentação da Regra da APV-RGS em Recife, em Salvador, e tambem em Brasilia.

Quando a APV-RGS foi fundada em Fev/março de 1994 o Presidente era Jose Juvenal Penteado Pessoa, e como Vice o Ciro Engracia. Porem por motivo profissional ambos dirigentes, em agosto de 1994 tiveram de transferir de cidade, e pediram demissão do cargo. O Mario Augusto Martinez tinha conhecimento que no CLube Internacional de Regatas, eu tinha sido dirigente e também ainda fazia parte do Conselho do Clube, pediu-me que cuidasse da APV_RGS de setembro a dezembro de 1994, que no inicio de 1995, seria eleita a nova diretoria para a Associação, e nessa data foi proposto que eu permanecesse na Presidencia da APV-RGS.

Notei que uma das maiores dificuldades de administrar a regra, eram as reclamações dos demais associados, desconfiando das medições de seus concorrentes. Pedi ao Daniel Bispo de Jesus, que elaborasse um programa que permitisse todos os associados olharem as medições dos veleiros de todos. O programa também possibilitava ao velejador, fazer estudos em cima da medição do seu veleiro, objetivando a melhorar a sua medição. E o programa estava disponível gratuitamente no site da APV-RGS bem como o Banco de Dados da medição de todos os barcos da flotilha e a regra de medição dos veleiros.

O programa permitia administrar resultado de regatas. Por uma senha especifica, habilitava ao administrador da Classe fazer as atualizaçoes das medições, e mantinha armazenado no banco as antigas mediçoes.

Interessante que isso foi feito no primórdios da internet, ano de 1995, e naquela época só tinha no Brasil dois sites de flotilha: O site da APV-RGS e da Frotilha do Laser Brasileiro administrada pelos velejadores da Classe Laser do Rio de Janeiro. Tenho que confessar a nossa pagina era mais calma, e a do Laser era forte nas discussões.

Após disponibilizar as informações de medição de todos os veleiros, criou-se uma transparência muito boa, onde os velejadores comparavam as medições do seu veleiro com os dos demais concorrentes que tivessem o mesmo tipo de veleiro, isso proporcionava fiscalização das medições por todos os velejadores e tambem um melhor entendimento da regra.

A inclusão da informática, facilitou em muito a administração da Classe, dando uma velocidade muito grande transferência de informações entre medidores, administrador da classe e velejadores, a um custo reduzido, tanto que não havia cobrança de mensalidade ou anualidade, e seria associado da APV-RGS o veleiro que pagasse uma taxa anual a Fevesp (Federação Vela de SP), com isso a APV-RGS não tinha necessidade de controle financeiro (Receitas e Despesas), e também ninguém iria falar que havia ma gestão financeira.

Voltando à Historia, a expansão da regra RGS no Brasil aconteceu em meados se agosto e setembro 1996, quando o evento do Circuito Rio de 1996, iria adotar a regra RGS para esse evento. Entraram em contato comigo, Marcio Kastrup (Diretor de Vela do ICRJ), Jose Luis Rangel Guimarães (Vice-Comodoro da ABVO), e o Comandante Jose Carlos da Cunha Vaz (Kauna IV), solicitando o que nós da APV-RGS poderíamos contribuir para a implantação da Regra RGS no Rio de Janeiro. Foi marcada no segundo sábado apos a conversa, uma reunião em Bracuhy na casa do Comandante Vaz, pois haveria em Bracuhy um evento de vela, e Mario Augusto Martinez(Diretor Técnico da APV-RGS) e eu faríamos uma reunião com os velejadores do RJ.

Foi admirável o trabalho Márcio Kastrup, José Carlos da Cunha Vaz e José Luis Rangel Guimarães, conseguiram medir a grande flotilha de veleiros de cruzeiro do Rio em menos de um mês e meio, para poder participar do evento do Circuito Rio de 1996 na Classe RGS.

Após a entrada da flotilha de cruzeiro do Rio de Janeiro, resolveu-se criar a BRA-RGS, que ficaria subordinada a ABVO (entidade máxima da vela de Oceano), e acima das associações estaduais, montamos uma diretoria baseada em dirigentes do RJ e Sp. Na primeira diretoria constava, Jose Luiz Rangel Guimarães como Vice-Presidente, Mario Augusto Martinez e Jose Carlos da Cunha Vaz na Comissão Técnica, e o Daniel Bispo de Jesus, e eu na Presidência.

Por outro lado a gestão do Samuel na ABVO e a sua diretoria entre 1996 a 1998, proporcionou que grande parte das tripulações veleiros de São Paulo que tinham saído da ABVO para fundar a APV-RGS, começaram a retornar para ABVO na Classe IMS.

No inicio de 2001, correndo na Classe IMS, porem ainda na Presidencia da BRA-RGS, conversei com o Rogério Albuquerque que era Presidente da RGS-FLUMINENSE, que assumisse a Presidência da BRA-RGS, pois alem da alternância entre as duas grandes flotilhas da Classe RGS, naquela épocaa flotilha do RJ era a maior do Brasil.

Quero aqui deixar o parabéns ao Daniel Bispo de Jesus (criador do programa), que foi a pessoa que mais tempo esteve nas diversas diretorias da BRA-RGS no cargo de Diretor de Informatica, no seu periodo de existencia.

Participaram da elaboração e revisão das Regras BRA-RGS 1997, 1998, 2000, 2003, 2004, 2005, 2006, 2007, 2008, 2009, 2011 e 2013 em todos os níveis, tais como conceitos, serviços de informática e coordenação dos trabalhos os Srs (em ordem alfabética):

  • Carlos Sa
  • Carlos Westone
  • Ciro Engracia
  • Daniel Bispo de Jesus
  • Eduardo Pires
  • Ernesto J. Breda
  • Guilherme Eduardo Hernández
  • Gustavo Leibovice
  • Helmut Stenger
  • Jack Wicks
  • João Alfredo Faccio
  • José Carlos da Cunha Vaz
  • José Juvenal Penteado Pedroso
  • José Luiz M. de Avellar Azeredo
  • José Luiz Rangel Guimarães
  • José Paulo Roda
  • Julio César Leo
  • Kan Chuh
  • Luiz Cláudio Matarazzo
  • Mário Augusto Martínez
  • Mário Buckup
  • Martin Bonato
  • Michel Crotman
  • Paulo K. Barros
  • Ralph Rabelo de Vasconcelos Rosa
  • Rodrigo Siqueira
  • Rogério Albuquerque
  • Valdir C. Petersen
  • Walter Becker
  • Winston Guy

Presidência Nacional da Classe BRA-RGS

  • 1997 – Guilherme E Hernandez
  • 1998 – Guilherme E Hernandez
  • 1999 – Guilherme E Hernandez
  • 2000 – Guilherme E Hernandez
  • 2001 – Guilherme E Hernandez / Rogerio Albuquerque
  • 2002 – Rogerio Albuquerque
  • 2003 – Rogerio Albuquerque
  • 2004 –
  • 2005 –
  • 2006 –
  • 2007 –
  • 2008 –
  • 2009 –
  • 2010 – Valdir Petersen
  • 2011 – Walter Becker
  • 2012 – Walter Becker
  • 2013 – Valdir Petersen
  • 2014 – Valdir Petersen
  • 2015 – Martin Bonato
  • 2016 – Martin Bonato

Presidente Atual

Martin Bonato
mabonato01@gmail.com

Coordenadores

(Os interessados em medir o barco devem procurar o coordenador do seu estado, que te encaminhará para o medidor da região)

Nome

Local

Contato

Adam Max

Rio de Janeiro

adamax84@yahoo.com.br

Alexandre Martinho

São Paulo

alexmartinho@uol.com.br

Edvaldo

Pernambuco

edvaldo.sobreira@gmail.com

Leandro Wally

Espírito Santo

lkwally@gmail.com

Lucas Mazin

Rio Grande do Sul

lucas_mks@hotmail.com

Maurity Borges

Santa Catarina

maurityb@hotmail.com

Rodrigo Castro

Rio Grande do Sul

rcastro.magia@gmail.com

Valdir Petersen

Rio de Janeiro

vpetersen@globo.com

Wilton Edington

Bahia

wsetton@yahoo.com.br

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Regra vigente

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